Adorável Corpo do Senhor

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Um milagre dentro de outro milagre?

Trecho do livro “Eucaristia: nosso tesouro”, de Padre Jonas Abib

Nos arredores da cidade de Lamada, na Itália no ano de 1330, aconteceu um milagre relacionado à Eucaristia:

Um sacerdote foi chamado para administrar os últimos sacramentos a um agricultor enfermo. Numa atitude de relaxamento, o sacerdote pegou a hóstia consagrada de dentro do sacrário, colocou-a dentro do seu breviário (livro do Oficio divino que sacerdotes rezam todos os dias) e foi atender o doente. Ao chegar lá, ouviu-o em confissão, e quando foi dar-lhe a comunhão, abriu o livro onde havia colocado a hóstia: as páginas estavam ensangüentadas.

O sacerdote foi tomado de um profundo arrependimento, voltou ao convento dos agostinianos para relatar o ocorrido ao Padre Simon Fidati, religioso e teólogo, beatificado pela Igreja algum tempo depois.

Primeiramente, confessou-se com o sacerdote, porque havia pecado contra o corpo e sangue do Senhor, e depois lhe apresentou o livro e o resultado do seu “relaxamento”.

Misericordiosamente, o Senhor quis demonstrar ao sacerdote que Ele estava presente naquela hóstia, por isso deixou ali as marcas do Seu sangue.

O Pe. Simóm Fidati guardou aquela relíquia em Cássia (onde estão os restos mortais de Santa Rita). Lá está também a página do livro do Breviário com a marca do sangue, lá está para todos nós podermos ver, e não cairmos no relaxamento e na rotina. Para não sermos réus do Corpo e do Sangue do Senhor.

O mais interessante é que quando se coloca uma luz atrás da página ensangüentada, também se vê o perfil do rosto de Cristo. É um segundo milagre.

O primeiro milagre é a página do livro ensangüentada e o segundo, o perfil do rosto de Cristo presente ali. Um milagre dentro de outro milagre.

A Eucaristia, embora se mostre na pobreza do pão e do vinho, não é algo sem importância!

Isso foi proclamado por São Paulo em sua primeira Carta aos Coríntios:

“Por isso, meus queridos, fugi da idolatria. Eu vos falo como a pessoas sensatas: julgai vos mesmo o que digo. A taça da benção que nós abençoamos não é porventura uma comunhão com o sangue de Cristo? O pão que partimos não é uma comunhão com o corpo de Cristo?” (1Cor 10, 14-16).

Quando comungamos, entramos em comunhão com o sangue de Cristo; com o corpo ressuscitado do Senhor. Recebemos em nós a semente da ressurreição.

Paulo não conviveu com Jesus como os apóstolos. Ele converteu-se bastante tempo depois da Sua morte; mas recebeu isso diretamente do Senhor, por revelação. Por isso disse:

“De fato, eis que eu recebi do Senhor, e o que vos transmiti: o Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou pão e após ter dado graças partiu-o e disse: ‘Isso é o meu corpo em prol de vós, fazei em memória de mim’” (Cor 11, 23-24).

Ele nunca diria: “Eis que eu recebi do Senhor, e o que vos transmiti”, se não fosse real.

Os outros apóstolos estiveram presentes na última ceia, viram, tocaram, receberam de Jesus o pão e o vinho consagrado, mas Paulo recebeu isso por revelação:

“Do mesmo modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança no Meu sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim. Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor” (1Cor 11,25-27).

Aí está a prova mais linda da presença real de Jesus na Eucaristia. Como alguém poderia ser culpado para com o corpo do Senhor, recebendo-o indignamente, se Ele não estivesse realmente ali, debaixo das aparências do pão e do vinho?

Diante disso, precisamos nos examinar para não recebermos o corpo do Senhor indignamente. Precisamos acautelar-nos para não cair na rotina e no relaxamento. O milagre eucarístico não aconteceu para corrigir apenas o relaxamento daquele sacerdote, mas para corrigir o nosso relaxamento.

Peçamos ao Senhor a graça de O recebermos com o coração aberto em atitude que rezassem sempre.

Quando o anjo apareceu aos pastorinhos, Lúcia, Jacinta e Francisco, ele lhes ensinou uma oração em desagravo ao Senhor presente na Eucaristia. Pediu que rezassem sempre:

“Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam”.

Precisamos pedir ao Senhor um coração cheio de amor e respeito pelo Seu corpo presente na sagrada Eucaristia.

Fonte: www.cancaonova.com.br

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Adoração Eucarística É O Mais Forte Convívio Com A Divindade

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Dom José Policarpo explicou sentido da adoração na missa de Corpus Christi

LISBOA, domingo, 25 de maio de 2008 (ZENIT.org).- O Cardeal-Patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, considera que a adoração eucarística «é o mais forte convívio com a divindade».

Na missa da Solenidade de Corpus Christi, quinta-feira passada, o cardeal explicou que, na adoração, «sentimos que Deus é Deus para nós e nós somos d’Ele, somos suas criaturas e seus Filhos».

«Adorar é reconhecer Deus no que Ele é, na transcendência do Seu mistério, e aceitarmo-nos na nossa pequenez e fragilidade, sentindo que a nossa grandeza nos vem de Jesus Cristo e que só n’Ele venceremos o nosso pecado.»

O cardeal afirma que «as expressões tradicionais da adoração, que envolvem todo o nosso ser, corpo e espírito, exprimem essa verdade de Deus perante nós e de nós perante Deus: a prostração, o dobrar os joelhos, o abandono de todo o nosso ser à majestade de Deus».

«Nesse abandono confiante, reconhecemos nessa presença real a exclusividade do nosso Deus, como único Deus verdadeiro.»

Dom José Policarpo considera que a adoração eucarística «é, antes de mais, a manifestação da nossa fé na presença real e pessoal de Cristo nas espécies eucarísticas».

«A presença real de Cristo na Eucaristia é a expressão mais completa daquilo que Cristo é na totalidade do Seu mistério: Deus connosco, Deus ao nosso alcance a propor intimidade na proximidade dessa presença.»

«Nessa proximidade, Ele é Deus, exprime-Se na Palavra que nos toca o coração, no amor que nos atrai e nos transforma, na força que nos permite vencer dificuldades e ousar viver de modo a sermos semelhantes a Jesus», afirma.

Na adoração –afirma Dom José Policarpo–, «a Eucaristia continua a ser o nosso alimento e prolonga aquela união misteriosa com Cristo ao comungarmos o Seu corpo e sangue».

«Adorar Cristo na Eucaristia é, realmente, continuar a recebê-l’O como alimento e como experiência de eternidade», destaca.

Fonte: www.zenit.org/article-18527?l=portuguese

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Adoração Eucarística Perpétua, Base da Atividade Paroquial

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Entrevista a Dom Michele Plácido Giordano

ROMA, terça-feira, 13 de novembro de 2006 (Zenit.org).- «A primeira coisa que qualquer paróquia deveria fazer é a Adoração Eucarística perpétua», afirma nesta entrevista concedida à agência Zenit Dom Michele Plácido Giordano, arcebispo de Mistretta, animador desde sempre deste tipo de oração.

Em Mistretta, um dos centros históricos mais conservados da Sicília, quase no meio do caminho entre Messina e Palermo, se encontra a Igreja do Santíssimo Salvador, uma das 14 igrejas da Itália nas quais acontece a Adoração Eucarística perpétua.

Em 9 de novembro passado, Bento XVI propôs precisamente à Igreja o redescobrimento desta prática ao encontrar-se com os participantes na assembléia plenária do Comitê Pontifício para os Congressos Eucarísticos Internacionais que preparam o Congresso Eucarístico Internacional em Québec, Canadá, em junho de 2008.

--Por que em sua comunidade, não muito grande mas muito vital, em um certo momento decidiram iniciar a Adoração perpétua?

Dom Giordano: Porque considero que a primeira coisa que as paróquias devem fazer é ensinar a orar. E, portanto, é uma escolha de fundo, um pilar que sustenta tudo. Feita esta escolha, o caminho está marcado, deve-se oferecer às pessoas o espaço onde encontrar a si mesmas. Estava impressionado quando ia por aí e via cristãos que iam a escolas de meditação budistas. Então, refleti sobre o fato de que nós, os católicos, não fazíamos o suficiente para ensinar as pessoas a orar.

Daí, parti para impulsionar a Adoração Eucarística todas as semanas, cada mês prolongada até meia noite, em certas ocasiões todo o dia, até que chegou, como presente de Maria, em seguida depois do Jubileu, a decisão de fazer a Adoração perpétua. Começamos em 13 de dezembro de 2004, justamente no XVII centenário de Santa Lucia. Desde então, iniciou-se a Adoração Eucarística perpétua, noite e dia, que agora caminha sozinha.

–Alguns dizem que é custoso fazer uma hora de Adoração de vez em quando, portanto, nem sequer se pensa na possibilidade da Adoração perpétua.

Dom Giordano: Também em Mistrettat, no início, havia perplexidade; agora a convicção das pessoas é absoluta, e se vê que é Jesus quem conduz a comunidade. Deve-se ter valor. O importante é começar. Quando se realizam ações em nome e por Jesus, logo é Ele o que as leva adiante. Deve-se ter fé. Os modos nos quais as obras se realizam são os mais misteriosos. Às vezes, eu gostaria de pedir algo mais à comunidade, mas não tenho o valor; logo, sucede que quem vai à Adoração volta com recursos mais abundantes do que eu teria podido imaginar.

Houve um momento, por exemplo, que queria fechar a televisão «TeleMistretta» porque não era capaz de garantir o orçamento. Uma paroquiana me disse então que não a fechasse e que confiasse no Senhor. Desde então passaram 16 anos e os meios sempre chegaram.

–Qual é o número mínimo de pessoas para garantir a Adoração perpétua e como ela se desenvolve?

Dom Giordano: São necessárias pelo menos 24 pessoas por dia para garantir a Adoração perpétua; uma a cada hora, 168 por semana. Obviamente, podem ser as mesmas pessoas que nos cercam. Nós a estruturamos em quatro fases horárias de seis horas; para cada hora, há um capitão de hora, que é o responsável e que encontra soluções quando por motivos diversos falta alguém.

Durante o dia, a igreja onde se leva a cabo a Adoração está quase sempre cheia; durante a noite, a Adoração assume uma atração especial, é íntima e belíssima. Vejo muitos jovens que se retiram para falar com Jesus. As igrejas que fazem a adoração eucarística perpétua são 14 na Itália, duas na Sicília. É uma experiência que aconselho a todas as dioceses e a todas as paróquias.

–Quais são os frutos desta intensa atividade de oração?

Dom Giordano: Muitíssimos. Agora publicamos um livro com os testemunhos de um ano de Adoração Eucarística. São muitíssimas as graças. Uma moça havia decidido abortar, rezamos e a convencemos de que não o fizesse. Logo, sua vontade variava, voltamos à igreja para rezar e ao final esta criança nasceu: chama-se Carlo e agora está sustentado junto à mãe pelo «Projeto Gemma».

Ao princípio da Adoração, Dom Ignazio Zambito, o bispo de Patti, nos pediu para rezar pelas vocações. Rezamos muito e o seminário da diocese de Patti, que tinha seis seminaristas, este ano tem outros nove candidatos ao sacerdócio.

Muitos afirmam que não há tempo para fazer Adoração, que na paróquia há muitas coisas que fazer…

Dom Giordano: Não é que ao fazer Adoração descuidemos das outras atividades. Nós fazemos mais. A Adoração faz germinar muitas e mais proveitosas atividades. Em nossa diocese, por exemplo, junto à Adoração se está lançando novamente o centro juvenil e agora estamos a ponto de relançar a Rádio diocesana.

Tudo isto se beneficia muito da Adoração. A Adoração é a raiz de uma planta que, quanto mais oração tem, mais cresce e se desenvolve. Nós devemos permitir que raiz se expanda. Também, para os compromissos eclesiais mais importantes, os de defesa da vida e da família, a oração nos permite encontrar força e inspiração.

Fonte: http://www.zenit.org/article-13139?l=portuguese

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